O Brasil está, juntamente com a China, entre os 10 maiores mercados mundiais consumidores de tablets segundo a consultoria IDC. Em 2012, foram vendidos 3,1 milhões de tablets no país, um crescimento de 222% em relação ao ano anterior. A estimativa é vender outros 5,4 milhões neste ano. Em contrapartida, a consultoria do IDC também identificou que em 2012 houve um recuo de 2% nas vendas de computadores no Brasil. Grande parte do crescimento acelerado dos dispositivos móveis pode ser associada à queda nos preços de comercialização e produtos com tecnologias cada vez mais avançadas.
As empresas encontraram nessa plataforma tecnológica uma forma de viabilizar as informações sem perdas. O chip de dados para acesso à internet em qualquer local, função de telefone, plataforma multimídia, tamanho da tela e mobilidade do aparelho favorecem essa tendência. Um executivo pode facilmente fazer as anotações com o dispositivo em uma reunião. Já o vendedor consegue apresentar os seus produtos de forma customizada para os clientes.
Na avaliação do professor e coordenador do curso de Sistemas de Informação da Faculdade COTEMIG, Renan Cunha, os fabricantes de tablets têm aprimorado tanto o hardware quanto o software desses dispositivos, ampliando o leque de possibilidades de uso dos mesmos. “As pessoas poderão utilizar tablets para dar continuidade a um trabalho que começaram em casa, no computador desktop, durante uma viagem ou enquanto esperam uma consulta médica. Para minimizar o cansaço causado pela digitação de textos longos, podem ser utilizados teclados físicos conectados ao tablet. Nos momentos de lazer, caixas de som, controles para jogos, adaptadores diversos, além de vários outros acessórios possibilitam tornar o aparelho em uma verdadeira central de entretenimento para toda a família, ou seja, cada vez mais os tablets aparecem como ótimos substitutos dos já antigos netbooks, combinando maior mobilidade, capacidade e versatilidade”.
Cunha acredita que o mercado continuará bastante aquecido e concorrido, com boas oportunidades tanto para as grandes empresas do segmento, quanto para os desenvolvedores autônomos ou pequenas startups. O professor explica que muitos profissionais autônomos têm investido no desenvolvimento de soluções para tablets, mas a concorrência está cada vez mais acirrada, porque existem, do outro lado, grandes fabricantes com recursos disponíveis para investimentos.
“Acredito que, mesmo diante desse panorama, ainda existe espaço para pequenos desenvolvedores. O certo é que, independentemente de atuar de forma autônoma ou como contratado de uma empresa, o mercado está carente de profissionais que saibam desenvolver para o mundo mobile. Um profissional bem capacitado nessa área dificilmente ficará desempregado”, conclui Cunha.
Via Zoom Comunicação.

















